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Negação ou invalidação da identidade de gênero
- Usar o nome de nascimento (nome morto) de forma intencional e persistente, mesmo após a pessoa ter expressado seu nome social.
- Referir-se à pessoa trans usando pronomes que não correspondem à sua identidade de gênero de forma deliberada e intencional.
- Questionar, ridicularizar ou minimizar a identidade de gênero da pessoa. Frases como "Isso é só uma fase", "Você nunca vai ser um homem/mulher de verdade", "Você está confuso(a)".
- Não reconhecer ou se recusar a usar o nome social e os pronomes corretos da pessoa em documentos, conversas ou interações.
- Dizer ou dar a entender que a pessoa trans precisa de "cura".
- Usar argumentos religiosos para humilhar, usando frases como: "Deus não gosta de pessoas trans", "pessoas trans são aberrações" ou "a bíblia diz que é pecado".
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Humilhação, ridicularização e insultos
- Fazer piadas ou comentários depreciativos sobre a aparência, voz, comportamento ou identidade de gênero da pessoa.
- Usar termos pejorativos e ofensivos direcionados à identidade trans.
- Comparar a pessoa trans com estereótipos negativos ou figuras ridículas.
- Fazer comentários sarcásticos e irônicos sobre a transição ou a identidade de gênero.
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Controle e manipulação
- Tentar controlar a expressão de gênero da pessoa, dizendo como ela deve se vestir, se comportar ou se apresentar.
- Isolar de amigos, familiares ou grupos de apoio que a aceitam e validam.
- Usar a identidade de gênero da pessoa como forma de chantagem emocional ou manipulação.
- Ameaçar revelar informações privadas sobre a identidade de gênero da pessoa sem o seu consentimento.
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Intimidação e ameaças
- Fazer ameaças veladas ou explícitas de violência física, emocional ou social.
- Criar um ambiente de medo e insegurança relacionado à identidade de gênero.
- Usar o poder ou a autoridade para intimidar ou controlar a pessoa trans.
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Culpar a vítima
- Responsabilizar a pessoa trans pela discriminação ou violência que sofre devido à sua identidade de gênero. Frases como "Se você não fosse assim, nada disso aconteceria".
- Fazer a pessoa se sentir culpada por sua própria identidade de gênero.
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Microagressões
Comentários ou ações sutis, muitas vezes não intencionais, que comunicam mensagens hostis, depreciativas ou negativas direcionadas à identidade de gênero da pessoa.
Exemplos: "Você nem parece trans!", "Você era tão bonito(a) antes".
Violência psicológica
A violência psicológica se manifesta de maneiras específicas e muitas
vezes está enraizada no preconceito e discriminação e manipulação
vindas de pessoas que invalidam as existências trans.
Ela visa minar a autoestima, a identidade de gênero, a segurança
emocional e a saúde mental da vítima.
Formas de violência psicológica
Passo 1:
Reúna provas e testemunhas
✅ Se você se sentir segure/a/o, grave a conversa com um app de áudio ou vídeo. O mesmo vale para prints ou registros em redes sociais.
✅ Fotografe a placa do veículo da pessoa agressora, se for o caso.
❗ Para sua segurança, faça isso de forma discreta.
✅ Anote o dia e o horário em que a violência aconteceu. Se for reincidente, anote todas as situações de violência com detalhes.
✅ Registre o nome e telefone de quem presenciou e possa confirmar o que aconteceu.
Passo 2:
Denuncie
✅ Reuna provas, anote contatos de testemunhas e faça um Registro de Ocorrência Online:
✅ Ligue e denuncie no Disque Direitos Humanos — funciona 24h.
✅ Entre em contato com a Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro — CDS. Funciona de segunda à sexta-feira, das 11h às 18h.
✅ Entre em contato com o programa Rio Sem LGBTIfobia. Esse serviço orienta, acolhe e pode encaminhar denúncias de violência ou discriminação para os órgãos competentes (como DEAMs, Defensoria Pública ou o MP). Atendimento de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h.
✅ Faça um registro na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher — DEAM.
✅ Vá até a DECRADI — Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância — e faça um Boletim de Ocorrência. Registra crimes de ódio, incluindo transfobia. Leve testemunhas e provas, se tiver.
📍 Rua do Lavradio, 155 — Centro, RJ
Passo 3:
Busque suporte jurídico
Passo 4:
Busque apoio psicológico
Precisa de acolhimento?
Participe do grupo SOS Trans, uma rede de apoio para pessoas trans que enfrentam situações de violência e exclusão.